NUTRI플O ESPORTIVA
NUTRI플O ESPORTIVA

Manter-se em forma e fisicamente ativo � t�o importante quanto o consumo de uma dieta balanceada. A realiza豫o de uma atividade f�sica regular produz muitos benef�cios:

- manuten豫o da densidade �ssea, prevenindo a osteoporose;
- melhora do perfil das taxas de colesterol;
- contribui para manter a taxa de triglicer�deos normais;
- estimula a fun豫o cardiovascular e respirat�ria;
- aumenta o fluxo de sangue dos m�sculos;
- promove a forma muscular e a flexibilidade das articula寤es;
- melhora a coordena豫o motora;
- estimula o gasto total de energia consumida, ajudando a manter um peso corporal adequado;
- reduz o estresse, a depress�o e a ansiedade;
- melhora a auto-estima e a sensa豫o de bem-estar;
- favorece o sono e a disposi豫o para o trabalho.

A introdu豫o e/ou aumento da atividade f�sica espont�nea ou n�o programada tamb�m � fundamental na mudan�a de estilo de vida. Modifica寤es de coisas simples como:

- reduzir o uso do controle remoto da TV, de telefones sem fio, de elevadores ou escadas rolantes;
- deixar o carro em casa de vez em quando e passear a p�, etc.

Estas atividades n�o s�o dolorosas nem consomem muito tempo, equipamentos ou habilidades, e fazem diferen�as importantes no final do dia em rela豫o do gasto energ�tico total. Assim, devem ser inclu�das no seu dia-a-dia.

Enfim, para ter uma boa qualidade de vida � importante encontrar o equil�brio entre os alimentos consumidos e a energia gasta. Caminhar, nadar, correr, andar de bicicleta e jogar futebol, por exemplo, s�o atividades ideais desde que cada um conhe�a seu ritmo e os seus limites.

PIR헜IDES DOS ALIMENTOS

N�o existem alimentos bons ou ruins ou mesmo alimentos proibidos. O segredo est� no equil�brio. Uma forma de encontrar o equil�brio na alimenta豫o � adotar as recomenda寤es da pir�mide de alimentos.

A base constitui seu ponto mais importante, assim voc� deve dar prefer�ncia para os alimentos da base e consumir menos os que est�o perto do topo.

A pir�mide de alimentos � constitu�da de 4 camadas, na qual se distribuem seis grupos.

A base da pir�mide est� composta de alimentos ricos em carboidratos complexos, alimentos energ�ticos. Devem ser consumidos em maior quantidade, recomenda-se cerca de 6 a 11 por寤es por dia. Uma por豫o equivale: 1 fatia de p�o light, integral, de centeio, 1/2 p�o franc�s, 1 fatia m�dia de p�o italiano ou ciabatta, 1 p�o s�rio pequeno, 3 biscoitos �gua e sal, 2 torradas, 1/2 x�cara de cereal matinal, 1 colher (sopa) de aveia, 2 colheres (sopa) de arroz cozido, 1 batata m�dia, 3 colheres (sopa) de macarr�o, 1 barra de cereais. D� prefer�ncia aos alimentos integrais, pois possuem uma maior quantidade de fibras, vitaminas e minerais.

A segunda camada est� representada pelos grupos dos vegetais e das frutas. Estes alimentos contribuem para o suprimento adequado de vitaminas, minerais e fibras.

Devem ser consumidos em quantidades generosa, recomendam-se o consumo de 2 a 4 por寤es ao dia de vegetais e de 2 a 4 por寤es para frutas. Uma por豫o de hortali�as equivale: 4 colheres (sopa) de legumes, 1 prato de folhas, 1 tomate. Uma por豫o de frutas equivale a 1 fruta pequena (ma豫, p�ra, banana prata, goiaba, laranja), 1 fatia m�dia de abacaxi / manga / mam�o formosa, 1 fatia grande de mel�o ou melancia, 1/2 mam�o papaya pequeno / banana nanica pequena, 12 morangos, 8 uvas, 1 kiwi grande, 3 ameixas pequenas, 1 colher (sopa) de uvas passas, 2 ameixas secas.

O terceiro n�vel est� dividido em dois grupos de alimentos: o do leite e derivados (iogurtes e queijos) e o de carnes (bovina, peixes e aves), ovos, leguminosas e nozes. No grupo do leite e derivados est�o os alimentos fontes de prote�nas e c�lcio, recomenda-se a ingest�o de 2 a 3 por寤es por dia. Uma por豫o equivale: 1 x�cara de leite desnatado, 1 pote de iogurte desnatado light com frutas, 1 fatia de queijo frescal, 1 colher (sobremesa) de requeij�o light.

O grupo das carnes, ovos, leguminosas e nozes s�o fontes de prote�nas e ferro. Recomenda-se o consumo de 2 a 3 por寤es ao dia. Uma por豫o equivale a: 1 peda�o m�dio (100g) de carne bovina magra / aves/ peixe, 3 colheres (sopa) carne mo�da, 1 sobrecoxa / coxa m�dia, 4 colheres (sopa) de leguminosas.

� importante ressaltar que os alimentos de um grupo n�o podem substituir os de outro, uma vez que exercem fun寤es diferentes.

O topo da pir�mide � a menor parte da figura, assim os alimentos deste grupo devem ser consumidos em menor quantidade. Este grupo � formado pelos �leos, gorduras e doces.

A quantidade de por寤es de cada grupo que deve ser consumida depende da quantidade total de calorias que o organismo precisa. A energia necess�ria ao organismo depende da idade, sexo, peso, altura, atividade f�sica e sa�de do indiv�duo.


AVALIA플O NUTRICIONAL

Um adequado estado nutricional � condi豫o prim�ria para realiza豫o de atividade f�sica com caracter�sticas recreativas, terap�uticas ou competitivas. MACHADO NETO (1994, p.51) define o estado nutricional, como o grau, pelo qual as necessidades fisiol�gicas de nutrientes do indiv�duo est�o sendo atendidas atrav�s dos alimentos ingeridos.

Para realizarmos a avalia豫o do estado nutricional, lan�amos m�o de indicadores direitos e indicadores indiretos.

Os indicadores diretos s�o:

- Estudo diet�tico dos h�bitos alimentares: primeiramente conhecimento dos h�bitos nutricionais e das necessidades nutricionais di�rias e os gastos energ�ticos di�rios e com atividades f�sicas e di�rias.

- Estudo antropom�trico das vari�veis: peso, altura, circunfer�ncia, pregas cut�neas e composi豫o corporal.


- Estudo dos sinais cl�nicos: sinais e sintomas caracter�sticos de car�ncia nutricional pele, unhas, cabelo, olhos, l�bios e etc.

- Estudos bioqu�micos: dosagem s�ricas de prote�nas, vitaminas A, D e C, hemoglobina e hemat�citos.


Os indicadores indiretos s�o:

- Estat�sticas vitais: mortalidade infantil, �ndice de prematuridade, mutabilidade espec�fica por doen�as diarr�icas (1 a 4 anos), mortalidade de 1 a 4 anos.

- Folha de balan�o de alimentos;


- Estudo s�cio-econ�mico e cultural.


AVALIA플O DA INGEST홒 ALIMENTAR

� importante diferenciar dois conceitos relacionados � ingest�o alimentar, o conceito de alimenta豫o e nutri豫o.
De acordo com GUEDES & GUEDES (2003, p. 155):

밃 alimenta豫o � um processo que se identifica com a sele豫o e a ingest�o de produtos que, de acordo com a disponibilidade e as prefer�ncias de paladar, procuram atender �s necessidades org�nicas manifestadas pela fome. Nutri豫o, por sua vez, � um conceito amplo e complexo, no qual interv�m uma s�rie de mecanismos org�nicos � transforma豫o e � utiliza豫o das diversas subst�ncias contidas nos alimentos�.

Portanto, alimenta豫o e nutri豫o n�o s�o express�es equivalentes que podem ser utilizadas indistintamente.

Alimenta豫o constitui procedimentos em que predomina o desejo de satisfa豫o sobre o de necessidade, podendo ser considerada uma arte.
Ao passo que nutri豫o, por estarem impl�citos conhecimentos quanto aos princ�pios que regulam os nutrientes, tem mais a ver com investiga寤es e evid�ncias cient�ficas.
A boa nutri豫o resulta de uma dieta em que os alimentos s�o ingeridos nas quantidades apropriadas e com a distribui豫o necess�ria de nutrientes para manter boa sa�de no presente e no futuro.
Uma avalia豫o nutricional, pr�via ao in�cio de um programa de exerc�cio, dever� interferir com o tipo, volume e intensidade da atividade preconizada para o indiv�duo.
Antes de planejar um programa de atividade f�sica, muitas vezes � �til saber, al�m das qualidades f�sicas relacionadas com a sa�de, o n�mero de calorias necess�rias para suportar seu peso corporal e como deve ser composta a alimenta豫o para o funcionamento adequado do organismo.
Examinar os h�bitos diet�ticos de uma pessoa permite ao avaliador dar sugest�es sobre como melhor alcan�ar metas nutricionais e sobre perda, manuten豫o ou ganho de massa corporal.
Uma ferramenta bastante utilizada por nutricionistas � a anamnese alimentar, esse instrumento serve para obter informa寤es tais como hor�rios, h�bitos, gostos, por quem e como foi preparada a sua comida quantidade de alimentos consumidos, atividades f�sicas praticadas e, muitos outros dados e registros de sua vida pessoal.
Essas informa寤es podem ser colhidas atrav�s do di�rio alimentar em que o aluno registra tudo que consome e faz durante 1, 3 ou 7 dias.
O question�rio de 24 horas � possivelmente o mais simples.
Consiste na aplica豫o de um question�rio ou da realiza豫o de uma entrevista, onde o avaliado informa o que ingeriu nas �ltimas 24 horas ou no dia anterior.
Erros freq�entemente comprometem esse m�todo.
Logo conclu�mos que, um registro alimentar de 1 dia pode n�o fornecer informa寤es suficientes para desenvolver o perfil dos h�bitos nutricionais de uma pessoa, no entanto nos da uma vaga id�ias.
Devido ao tempo e ao esfor�o necess�rios para registrar a ingest�o alimentar, muitas pessoas preferem registros alimentares de 3, em vez de 7 dias.
Se um registro de 3 dias for mantido, � importante que um dos dias seja um dia de fim de semana, porque muitas pessoas nos finais de semana comem de forma diferente em rela豫o aos dias de semana.

Embora di�rios alimentares forne�am informa寤es importantes, h� problemas com essa pr�tica:
- As pessoas tendem a relatar menos do que comem;
- As pessoas n�o fazem anota寤es espec�ficas o suficiente para fornecerem informa寤es de qualidade;
- As pessoas muitas vezes modificam temporariamente a forma como comem quando s�o solicitadas a registrar sua ingest�o alimentar.

Existem medidas que o avaliador pode tomar para minimizar esses problemas. Primeiro, certifique-se de que o aluno compreende a import�ncia de registrar complemente e honestamente o que � ingerido. Enfatize ao cliente que a precis�o e a utiliza豫o da reposta dependem das informa寤es que ele fornece e
que n�o ser� criticado ou julgado pelo que come. O avaliador deve fornecer modelos ou descri寤es de tamanhos de por寤es. Devem ser dadas ao cliente instru寤es explicitas sobre como preencher o registro alimentar. Al�m disso, o di�rio alimentar deve servir de aux�lio ao usu�rio e incluir sugest�es para induzir a repostas completas. Uma vez copilados os registros, h� v�rios pacotes de softwares que podem fornecer uma analise da dieta.

Pir�mide de orienta豫o alimentar

� um sistema elaborado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para proporcionar escolhas alimentares saud�veis. Da mesma forma que no caso do bin�mio alimenta豫o e nutri豫o, tamb�m � necess�rio diferenciar o que se entende por alimento e nutriente. Alimento s�o produtos obtidos na natureza, seja de proced�ncia animal ou de origem vegetal,
consumidos para atender �s necessidades org�nicas manifestadas pela fome. Nutrientes, por sua vez, s�o componentes que constituem ou integram os alimentos.
Os nutrientes se dividem em macro e micronutrientes. Carboidratos, gorduras, prote�nas e �gua s�o considerados macronutrientes. Vitaminas e sais minerais, os micronutrientes. As fibras vegetais, ainda que carentes de propriedades nutritivas, s�o destacadas como macronutrientes pelos seus efeitos ben�ficos ao melhor funcionamento org�nico.
A pir�mide alimentar classifica os alimentos em: energ�ticos, reguladores, construtores e energ�ticos extras. Esses alimentos devem ser consumidos em ordem decrescente, ou seja, devemos consumir em maior quantidade os energ�ticos, seguidos dos reguladores, dos construtores e por �ltimo os energ�ticos extras, de consumo limitado.
- Os alimentos energ�ticos: s�o os respons�veis por gerar energia (combust�vel) para que nosso organismo possa realizar suas fun寤es normais. Eles s�o os carboidratos complexos, como farinhas, p�es, tub�rculos, massas, cereais, trigo. Deve-se consumir 6 a 11 por寤es ao dia.
- Os reguladores: legumes, frutas e verduras - fornecem vitaminas, minerais e fibras. Deve-se consumir 3 a 5 por寤es de vegetais e 2 a 4 por寤es de frutas ao dia.

- Os construtores: s�o os ricos em prote�nas, como o leite e derivados, carnes, ovos e leguminosas, e s�o respons�veis pela constru豫o dos novos tecidos, pelo crescimento e pela repara豫o do desgaste natural dos tecidos. Devem ser consumidas 2 a 3 por寤es de leite e derivados, e 2 a 3 por寤es de carne ou equivalentes ao dia.
- Energ�ticos extras: os a旿cares e doces devem ser consumidos com modera豫o. As gorduras, por sua vez, s�o necess�rias em uma quantidade m�nima no organismo, pois realizam isolamento t�rmico, prote豫o contra choques e transporte de algumas vitaminas.

A vantagem do uso da pir�mide alimentar � que se pode comer de tudo, sem enjoar da dieta, tornando os h�bitos alimentares mais saud�veis. A maior quantidade de por寤es � recomendada para os grupos de alimentos que est�o na base da pir�mide, e quantidades menores para os que est�o situados em seu topo. Os alimentos situados na base da pir�mide s�o considerados nutricionalmente mais densos, por apresentarem maior propor豫o de nutrientes por calorias ingeridas que os alimentos de baixa densidade.
A compreens�o quanto ao papel dos diferentes nutrientes torna-se de grande import�ncia na prescri豫o e orienta豫o de programas de controle do peso corporal, na medida em que uma dieta deficiente nesse campo poder� interferir decisivamente no melhor funcionamento org�nico.

Recomenda寤es diet�ticas di�rias

V�rios planos diferentes v�m sendo sugeridos para orientar a ingest�o alimentar, o DAEU (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apresenta as seguintes dicas de alimenta豫o:
1. Tomar 12 ou mais copos de �gua por dia e na hora de comer mastigue lentamente o alimento.
2. Evitar alto consumo de sal (reten豫o de l�quidos e hipertens�o).
3. Coma uma variedade de alimentos, evitando enlatados e carnes gordurosas, dando prefer�ncia �s carnes brancas, sem pele, podendo tamb�m consumir carne bovina magra.
4. Equilibre o alimento que voc� come com sua atividade f�sica, evitar frituras e refrigerantes. Iniciar o almo�o e o jantar com a salada crua e evitar comer bebendo �gua.
5. Mantenha ou melhore seu peso, dando prefer�ncia ao leite desnatado, queijos magros, ricotas, iogurte desnatados cereais integrais, principalmente ao farelo de aveia (fibras sol�veis - reduzem o colesterol).
6. Escolha uma dieta com bastante produtos em gr�o, vegetais e frutas, comendo pelo menos uma fruta c�trica por dia (repor a cota de vitamina C que ajuda na absor豫o do ferro).

7. Escolha uma dieta baixa em gordura, gordura saturada e colesterol. Usar �leo de canola ou girassol, ou margarina light para cozinhar, sempre em pouca quantidade.
8. Se voc� bebe bebidas alco�licas, fa�a com modera豫o e se poss�vel deve ser acompanhado por ingest�es de �gua, pois a mesma dilui o �lcool, diminuindo seus efeitos colaterais.
9. Ovos devem ser consumidos moderadamente, no m�ximo tr�s vezes por semana, devido ao alto teor de colesterol da gema.
10. Trocar o a旿car refinado por a旿car mascavo (que cont�m vitamina B1, C, ferro, s�dio; por�m, cuidado com as calorias).
11. Fa�a no m�nimo tr�s refei寤es grandes ao dia, procurando consumir nos intervalos (lanches), sucos de frutas, gelatinas diet�ticas, iogurtes, etc.
12. No jantar, a refei豫o deve ser mais leve e feita at� duas a tr�s horas antes de dormir.
13. O sono � igualmente importante. Procure dormir de 7 a 8 horas por dia.
14. Fazer exerc�cios aer�bicos, como caminhada com pelo menos 45 minutos, no m�nimo tr�s vezes por semana.

Alimentos necess�rios para uma dieta saud�vel
Energia Lip�deos Amino�cidos Vitaminas Minerais
Carboidratos
Ou lip�deos 햎ido graxo insaturado Valina
Lisina
Treonina
Leucina
Isoleucina
Triptofano
Fenilalanina
Metionina
Histodina Tiamina
Riboflavina
Niacina
Piridoxina
Cianocobalamina
햎ido f�lico
햎ido Pantot�nico
Retinoal
Calciferol
Vitamina K
Biotina
햎ido asc�rbico C�lcio
F�sforo
Enxofre
Pot�ssio
Cloro
Magn�sio
Ferro
Fl�or
Zinco
Cobre
Iodo
Cromo
Cobalto
Sil�cio
Van�dio
Estanho
Mangan�s
N�quel
S�dio e Molibd�nio

Quantidade em calorias dos nutrientes recomendados para uma boa nutri豫o

Em se falando de atletas, podemos dizer que: atletas de modalidade esportivas que requerem for�a devem aumentar o percentual de prote�nas em sua alimenta豫o, enquanto atletas de modalidade esportivas de resist�ncia devem aumentar o percentual de carboidratos ingeridos. Inicialmente deve-se saber que o VET deve ser proveniente, de uma alimenta豫o variada normal � composta de 60% a 70% de carboidratos, 20% a 30% de gorduras e 10% a 15% de prote�nas.
Tabela 3 Necessidades di�rias de carboidratos, gorduras e prote�nas de nadadores de competi豫o adolescentes e adultos de porte normal.
Nutrientes Gramas Calorias Porcentagem
Carboidratos 500-80 2.000-3.000 65-70
Gorduras 50-100 450-900 15-20
Prote�nas 100-200 400-800 15-20

Necessidades di�rias de carboidratos

Durante o repouso, a mobiliza豫o energ�tica d�-se 50% a partir de carboidratos e 50% a partir de gorduras (�cidos graxos). A intensifica豫o da atividade f�sica (aumento da carga) determina um aumento da combust�o de carboidratos e uma redu豫o da combust�o de gorduras. Em atividades muito intensas (ou sob cargas elevadas) a obten豫o de energia d�-se exclusivamente atrav�s da combust�o de carboidratos. Diversos estudos mostraram que o n�vel de glicog�nio muscular � decisivo para um bom desempenho em resist�ncia, caracterizado pela repeti豫o de determinada atividade durante um longo per�odo.
Por esta raz�o, a quantidade de glicog�nio armazenada nos m�sculos e no f�gado � um fator limitante do desempenho em resist�ncia e em jogos. A
regenera豫o dos dep�sitos vazios de glicog�nio d�-se dentro de 24 horas, desde que 70% da alimenta豫o sejam constitu�das de carboidratos; isto n�o ocorre, cm quantidades inferiores, aumentam ent�o o per�odo de recupera豫o.
De acordo com MAGLISCHO (1999,p.612) os atletas que treinam duas vezes por dia necessitam de 8 a 10 gramas de carboidratos por quilograma de peso por dia (8 a 10g/kg/d) para substituir os carboidratos que perderam de seus m�sculos. Para a maioria dos nadadores adolescentes e adultos, isso significa algo entre 500 e 800 gramas de carboidratos por dia. Em outras palavras os atletas necessitam consumir algo entre 2.000 e 3.200 calorias por dia na forma de carboidratos.

Necessidades de gorduras

As gorduras s�o nutrientes importantes que desempenham muitas fun寤es no corpo. Elas s�o necess�rias para a reconstru豫o das membranas celulares, da pele e das fibras nervosas. Elas tamb�m est�o envolvidas na s�ntese de certos horm�nios. As vitaminas lipossol�veis A,D, E e K s�o transportadas em combina豫o com gorduras. Elas proporcionam quase 70% da energia total que usamos em repouso.
Os atletas necessitam de cerca de 50 a 100g, ou 450 a 950 calorias, de gordura por dia, dependendo de sua idade, seu porte e do tempo gasto em treinamento.

Necessidades di�rias de prote�nas

Prote�nas s�o liga寤es de grandes mol�culas, que se comp�em de amino�cidos. Conhece-se mais de 30 amino�cidos diferentes, que na sua maioria podem ser sintetizados pelo organismo. Oito dos quais s�o considerados essenciais porque n�o podem ser sintetizados no corpo e dois semi-essenciais, pois assumem um car�ter essencial nas crian�as, adolescentes e mulheres que est�o amamentando.

Amino�cidos e seu significado fisiol�gico

Essenciais

Amino�cidos

Significado Fisiol�gico
Valina Necess�rio p/ a fun豫o do SN
Leucina Necess�rio p/ a forma豫o das prote�nas do sangue e tecidos
Isoleucina Necess�rio p/ o aproveitamento dos amino�cidos
Treonina Necess�rio p/ o aproveitamento dos amino�cidos
Metionina Necess�rio p/ o crescimento do cabelo; a豫o protetora do f�gado
Fenilalanina Necess�rio p/ a forma豫o de adrenalina, do H. tire�ide e sangue
Tript�fano Necess�rio p/ a reprodu豫o e produ豫o do leite
Lisina Necess�rio p/ a conserva豫o do crescimento longitudinal e menstrua豫o

Semi-essenciais Histidina Necess�rio p/ a forma豫o da colora豫o vermelha do sangue
Argina Necess�rio para o crescimento normal.

A prote�na serve em primeiro lugar � forma豫o e manuten豫o da substancia celular e dos tecidos. Mas ela tamb�m � necess�ria para a sintetiza豫o de horm�nios, enzimas, subst�ncias imunizantes, sangue e numerosas outras fun寤es do metabolismo.
A necessidade de prote�nas equivale a cerca de 30-40g di�rias, o ideal para o n�o esportista, cerca de 1g por kg de peso corporal, um atleta de for�a
deve ingerir at� 3g de prote�nas por quilograma de peso corporal a fim de formar massa muscular. Atletas de resist�ncia tamb�m devem ingerir prote�nas.

Necessidade de h�dricas

A quantidade de �gua do corpo humano � de 50-70% do peso corporal (GEBERT, 1978) a manuten豫o deste percentual de �gua e dos metab�litos minerais associados a ela (sobretudo de s�dio, pot�ssio e cloro) � muito importante, pois a �gua tem importante papel no organismo.
Uma perda significativa de �gua e de eletr�litos est� associada a fatores f�sicos e ps�quicos que reduzem o desempenho, entre eles podemos citar:
- Redu豫o do volume sist�lico e aumento da freq獪ncia card�aca;
- R�pida eleva豫o da temperatura corporal e defici�ncia da termorregula豫o;
- Sensa豫o de cansa�o com tend�ncia de interrup豫o das atividades em realiza豫o.

A necessidade de reposi豫o de �gua corporal fica em cerca de 2 a 3 litros por dia. A ingest�o de �gua e sais minerais (eletr�litos) em quantidade suficiente � importante n�o somente para garantir um bom desempenho durante a atividade f�sica, mas tamb�m para encurtar o tempo de recupera豫o ap�s as mesmas.

Necessidades minerais

Os minerais s�o subst�ncias elementares (elementos qu�micos simples) que participam diferentemente na constitui豫o do corpo e nas fun寤es do organismo, do aparelho motor passivo (esqueleto) e ativo (m�sculos).
A perda de minerais em atividades esportivas deve ser cuidadosamente reposta a fim de garantir o funcionamento normal do organismo e n�o prejudicar o desempenho do atleta.
Entre os minerais temos o Ferro que � componente da Hemoglobina e mioglobina e atua no transporte de O2 dos pulm�es para os tecidos. Sua car�ncia causa a anemia ferropriva causando diminui豫o da resist�ncia aer�bica e do desempenho de exerc�cio.

Necessidades vitam�nicas

Vitaminas s�o subst�ncias imprescind�veis para o crescimento, manuten豫o e para a reprodu豫o dos homens, mas que n�o podem ser sintetizadas no organismo, devendo, por isto, ser obtidas atrav�s da alimenta豫o. As vitaminas s�o freq�entemente empregadas na s�ntese de coenzimas (ou cofatores de enzimas: subst�ncias que ativam o funcionamento de enzimas) e s�o essenciais para o metabolismo org�nico.
A maior atividade metab�lica do esportista requer mais vitaminas, quando se compara com os n�o esportistas, no entanto a maior necessidade do esportista geralmente � coberta por uma alimenta豫o de alto valor nutritivo. As vitaminas do complexo B s�o respons�veis pela:
- Contra豫o e relaxamento muscular;
- Produ豫o e queima de energia;
- Manuten豫o do tecido nervoso; e
- Metabolismo de prote�nas e amino�cidos.

E sua defici�ncia causa fadiga, anemia, fraqueza muscular, desordem motora e c�imbras. As vitaminas antioxidante (C, E, e B caroteno) atuam em exerc�cios extenuante. A tabela abaixo representa as quantidades recomendadas.

Vitaminas Necessidade normal Esportista
B1 1-1,5 mg 4-8 mg
C 50-100mg 200-400 mg
A 5000 U.I. 12000-15000 U.I.
Niacina 15-20 mg 30-40 mg


AVALIA플O DA QUANTIDADE ALIMENTAR

A necessidade cal�rica di�ria representa o n�mero de calorias de que uma pessoa necessita para sustentar seu peso corporal usual e seus n�veis de atividade.
A necessidade cal�rica di�ria compreende o Gasto Energ�tico em Repouso (GER), o Efeito T�rmico do Alimento (TEF) e as calorias usadas em atividades di�rias.

GUEDES & GUEDES (2003. p. 55) dizem que apesar de existirem diferen�as individuais importantes relacionadas aos mecanismos de consumo e de demanda energ�tica, o equil�brio energ�tico � o determinante principal quanto �s modifica寤es associadas � propor豫o relativa de gordura e de massa isenta de gordura, o que torna as dietas e a pr�tica da atividade f�sica importantes mecanismos de controle do peso corporal. Desse modo, o tema equil�brio energ�tico adquire import�ncia fundamental no moderno cen�rio da nutri豫o, do exerc�cio f�sico e da composi豫o corporal.

Controle de massa corporal

As escolhas que uma pessoa faz sobre gasto cal�rico e ingest�o cal�rica tem um impacto predominante sobre o desenvolvimento da obesidade. O n�mero de calorias consumidas, os tipos de alimentos ingeridos e a quantidade de atividade di�ria s�o fatores contribuintes essenciais na avalia豫o da influ�ncia do estilo de vida sobre o peso. Se as calorias totais ingeridas com o alimento ultrapassam as demandas energ�ticas di�rias, as calorias em excesso ser�o armazenas como gorduras no tecido adiposo.2
Para prevenir aumento no peso e na gordura induzido por um desequil�brio cal�rico positivo, um bom programa de controle ponderal ter� que estabelecer um equil�brio entre influxo cal�rico e produ豫o de energia. Por outro lado, o desequil�brio cal�rico negativo, pode caracteriza-se pelo aparecimento repentino de sensa寤es de fome, com perda de for�a, vertigens e transpira豫o, a vis�o fica escura e as m�os tremem.
A equa豫o do equil�brio energ�tico estabelece que o peso corporal se mant�m constante quando a ingest�o cal�rica � igual ao custo cal�rico. E que qualquer desequil�brio cr�nico pelo lado do rendimento ou influxo energ�tico da equa豫o gera uma mudan�a no peso corporal.

Massa corporal est�vel se, Influxo de Energia = Produ豫o de Energia
Aumento da massa corporal se, Influxo de Energia > Produ豫o de Energia
Redu豫o da massa corporal se, Influxo de Energia < Produ豫o de Energia


Existem numerosos m�todos que podem ser utilizados para diminuir a massa corporal, entre os mais usados podemos citar:

1) Reduzir a ingest�o cal�rica para menos das necessidades energ�ticas di�rias;
2) Manter uma ingest�o regular de alimento e aumentar o gasto cal�rico, atrav�s de atividade f�sica adicional at� acima das necessidades di�rias de energia;
3) Combinar os m�todos 1 e 2, reduzindo a ingest�o di�ria de alimento e aumentando o gasto di�rio de energia.

� importante saber que a Organiza豫o Mundial de Sa�de recomenda uma ingest�o cal�rica di�ria n�o inferior a 1.200 kcal/dia, sendo que pessoas com necessidades especiais como atletas, idosos, pessoas com disfun寤es metab�licas, podem requerer uma ingest�o cal�rica diferente.

Calculo do gasto energ�tico total (GET)

A quantidade de alimentos ingerida ao longo de um dia � expressa por meio do valor energ�tico total (GET) da dieta e corresponde ao valor do balan�o cal�rico obtido pela combust�o de carboidratos, gorduras e prote�nas, quanto � restitui豫o de energia atrav�s da alimenta豫o. Carboidratos e gorduras s�o especialmente importantes para o metabolismo energ�tico; enquanto as prote�nas s�o importantes para o metabolismo construtor.
Este GET pode ser, dividido em seis refei寤es, cada uma delas com um percentual do total:
Divis�o do GET em seis refei寤es
Desjejum (caf� da manh�) 15% do GET
Merenda (no meio da manh�) 10% do GET
Almo�o 35% do GET
Merenda (no meio da tarde) 10% do GET
Jantar 25% do GET
Ceia (antes de deitar) 5% do GET
Total 100% do GET

Esta n�o � a �nica divis�o poss�vel; na verdade o mais importante � a regularidade da distribui豫o ao longo do tempo.

Para avaliar o valor real da alimenta豫o � essencial levar em conta:

- O efeito t�rmico do alimento;
- A taxa metab�lica de repouso; da qual 60% destina-se � produ豫o de calor e � manuten豫o da temperatura corporal;
- A energia gasta nas atividades do dia-a-dia: como estudo e trabalho;
- Energia gasta em atividade f�sica e/ou treinamento.

O c�lculo do GET pode ser feito de diversas formas, sendo a mais acurada a seguinte:


1� Passo: calcula-se o GER (Gasto Energ�tico em Repouso);
2� Passo: calcula-se o Gasto Energ�tico com o Trabalho (GET);
3� Passo: Calcula-se o gasto energ�tico com a atividade f�sica (GAF);
4� Passo: Calcula-se GET levando em conta o efeito t�rmico do alimento.

C�lculo do efeito t�rmico do alimento (TEF)

� a energia necess�ria para digerir, absorver, transportar e armazenar o alimento ingerido. O termo efeito t�rmico do alimento implica perda cal�rica, que se d� em fun豫o da ingest�o, do catabolismo e do anabolismo dos nutrientes.
O efeito t�rmico do alimento (perdas energ�ticas para o seu processamento) para prote�nas � de 22% (por esta raz�o costuma-se adotar uma dieta prot�ica para emagrecimento); para carboidratos de 8%; e para �cidos graxos de 4%. Numa alimenta豫o variada a perda energ�tica esperada � de 10%, ou seja, a cada 100Kcal produzida pela alimenta豫o 10Kcal s�o utilizadas para o metabolismo basal.


C�lculo do gasto energ�tico em repouso (GER)

A gasto energ�tico em repouso (GER), tamb�m conhecido como metabolismo de repouso, � o n�mero m�nimo de calorias que o organismo necessita para manter as fun寤es corp�reas normais e a homeostase (circula豫o, respira豫o, temperatura corporal, energia consumida pelo SNC) durante condi寤es de repouso. Para a maioria dos indiv�duos, ela representa 60 a 70% da necessidade cal�rica di�ria.
O GER � geralmente medida, utilizando calorimetria indireta. Para as medi寤es confi�veis de GER, a avalia豫o deve ocorrer pela manh�, com o aluno acordado, deitado, em jejum de 12 horas, repouso f�sico e mental sem ter se exercitado vigorosamente nas �ltimas 12 horas, numa posi豫o de repouso e
AVALIA플O DA APTID홒 F�SICA Projeto de elabora豫o de sistema de informa寤es Leonardo de Arruda Delgado 25
reclinado por 30 minutos, com temperatura ambiental de 26 a 30캜. Por essas raz�es, nem sempre � pr�tico medir GER; assim, uma grande quantidade de equa寤es tem sido desenvolvida para estimar o GER, essas equa寤es baseiam-se nos seguintes princ�pios:
- O GER � proporcional ao tamanho do corpo;
- O GER � maior no sexo masculino;
- O GER diminui com a idade;
- O m�sculo � mais ativo metabolicamente do que a gordura.

Quanto maior o tamanho do corpo, mais calorias s�o necess�rias para sustent�-lo. Mulheres apresentam demanda energ�tica associada ao metabolismo de repouso por volta de 5 a 10% menor que homens, por causa das diferen�as espec�ficas de ambos os sexos. Essa rela豫o reflete-se em todas as equa寤es de GER, al�m do tamanho corporal, a idade possui um efeito significativo sobre o GER. � medida que uma pessoa envelhece, o GER diminui, significando que a necessidade cal�rica di�ria de uma pessoa cair� � medida que ela envelhece. Crian�as tipicamente possuem taxas metab�licas mais altas do que adultos de qualquer idade. O GER permanece relativamente est�vel durante os primeiros anos do adulto; contudo, ela come�a a declinar muito substancialmente ap�s 45 anos de idade.
Uma equa豫o com vers�o abreviada para adultos com peso e altura normais, levando em conta o sexo � a seguinte:
AVALIA플O DA APTID홒 F�SICA Projeto de elabora豫o de sistema de informa寤es Leonardo de Arruda Delgado 26
Homem
GER = Peso (kg) x 1 (kcal/kg) x 24h
Mulher
GER = Peso (kg) x 0,95 (kcal/kg) x 24h
Baseado-se na estreita rela豫o existente entre o metabolismo de repouso e as dimens�es de estatura e peso corporal, em indiv�duos de mesmo grupo et�rio e sexo, estes valores t�m sido estimados mediante proposi寤es de modelos matem�ticos baseados na varia豫o da superf�cie corporal.
A literatura oferece indica寤es de que o equivalente energ�tico do metabolismo de repouso (MR) de homens, entre 20 e 40 anos de idade, � por volta de 38 a 35 kcal por metro quadrado de superf�cie corporal (SC), por hora do dia, respectivamente:
Homens
MR = 38 kcal/h x SC(m�) x 24h
Mulheres
MR = 35 kcal/h x SC(m�) x 24h
Onde :
SC (m2) = 0,007184 X (Altura)0,725 X (Peso)0,425


Os efeitos da idade e do tamanho corporais sobre o GER est�o refletidos nas equa寤es revisadas de HARRIS BENEDICT. Observe que essas estimativas de GER utilizam equa寤es separadas para homens e mulheres. Isso ocorre porque muitos homens possuem mais massa sem gordura do que as mulheres. E massa sem gordura requer mais energia para sustent�-la do que requer o tecido de gordura.

Mulheres
GER = 447,593+(9,247.W)+(3,098.H)-(5,677.A)
Homens
GER = 88,362+(13,397.W)+(5.H)-(6,8.A)

Onde:
GER = Gasto Energ�tico em Repouso (em quilocalorias por dia)
W = Massa corporal (em quilogramas)
H = Altura (em cent�metros)
A = idade (em anos)

GALLO cita WILLIAMS (1995), e diz que para calculamos o metabolismo basal de um indiv�duo de crian�as pode-se utilizar as seguintes equa寤es:

Sexo De 3 a 9 anos 10 a 17 anos
Masculino TMB = (22,7 x peso corporal*) + 495 TMB = (17,5 x peso corporal*) +651
Feminino TMB = (22,5 x peso corporal*) +499 TMB = (12.2 x peso corporal*) +746

De acordo com HOWLEY & FRANKS (2000, p.167), sabendo-se qual a massa sem gordura, pode-se utilizar a equa豫o abaixo para predizer o GER.


GER (kcal/dia) = 370 + 21,6(MLG)

N�o � necess�rio separar equa寤es quando sabemos qual a massa sem gordura, porque um grama de m�sculo possui a mesma necessidade metab�lica, seja ela alojada em um corpo masculino, ou seja, feminino.

3 Fatores que afetam o GER

Muitos fatores afetam o gasto energ�tico em repouso de uma pessoa, entre os principais fatores, podemos citar:
- Sexo: mulheres t�m um metabolismo energ�tico 6 a 10% menor que os homens em fun豫o da menor quantidade de massa livre de gordura.
- Idade: crian�as e adolescentes, tem um maior metabolismo energ�tico em compara豫o aos adultos e idosos.
- Superf�cies corporais: pessoas pequenas, principalmente crian�as tem uma superf�cie corporal relativa maior que as pessoas grandes. Isto provoca uma maior perca de calor, levando a um maior metabolismo basal.
- Componentes corporais: varia寤es de tamanho dos �rg�os influenciam o metabolismo basal.

- Atividade f�sica: Incontestavelmente, a atividade f�sica exerce o efeito mais profundo sobre o consumo de energia.
- Influencias hormonais: no geral, quando aumenta a produ豫o dos horm�nios metabolicamente ativos, aumenta o metabolismo e, com isto, o metabolismo de energia. Excesso e falta de funcionamento de gl�ndulas hormonais, portanto alteram o metabolismo basal.
- Gravidez: o aumento das necessidades energ�ticas, deve-se a forma豫o do feto, aproximadamente 450 kcal/dia e amamenta豫o 1.000Kcal/dia
- Influ�ncias centro nervosas: altera寤es do t�nus muscular, condicionadas pelo sistema nervoso central, causam altera寤es no metabolismo energ�tico.
- Clima: nos climas quentes o metabolismo basal � menor quando comparado com climas mais frios.
- Altitude: o metabolismo aumenta, por um curto per�odo de tempo em maiores altitudes.
- Ingest�o de alimentos: na maioria das pessoas, o alimento exerce um efeito estimulante sobre o metabolismo energ�tico, que se deve principalmente aos processos que exigem energia e participam da digest�o, da absor豫o e da assimila豫o de v�rios nutrientes.
- Condi寤es patol�gicas: febre, tire�ide, desnutri豫o.

C�lculo do consumo energ�tico de trabalho (GET)


Atividades di�rias como a corrida, as caminhadas, o ciclismo, a nata豫o e mesmo o ato de comer exigem energia e, assim, elevam o gasto di�rio de calorias acima do metabolismo de repouso. A quantidade total de energia despendida a cada dia depende, em grande parte, do tipo e da dura豫o da atividade f�sica realizada pela pessoa.
Um dia normal, de acordo com dados da National Academy of Sciences, Washington, D.C., 1980, em m�dia � basicamente, dividido em 8 horas de sono, seis horas sentado, seis horas em p�, duas horas andando e duas horas em atividades recreativas ou de exerc�cio. Devido a grande variedades e diversidades de tarefas acreditamos ser mais acertado pensar da seguinte forma; 8 de sono, 8 de trabalho e 8 de atividades diversas. Sendo tamb�m importante obter informa寤es sobre as atividades de trabalho e lazer. Embora haja in�meras formas de obter informa寤es sobre atividades di�rias, um m�todo tipicamente utilizado � fazer com que o avaliado preencha ou informe sobre as atividades que ele realiza diariamente.
A quantidade de energia gasta nas horas de trabalho e lazer podem ser estimadas, da seguinte forma:
- Para uma pessoa que realiza pequeno esfor�o f�sico durante o trabalho, fica sentada a maior parte do tempo e n�o realiza nenhuma rotina de exerc�cio regular, multiplicamos a TMR por 1,4.

- Para pessoas que s�o moderadamente ativas no trabalho, caminham e ficam em p� mais do que sentadas e/ou se engajam regularmente em pelo menos 3 dias por semana em exerc�cios leves a moderados multiplica-se a TMR por 1,6
- Para indiv�duos que s�o altamente ativos no trabalho e que o emprego requer uma grande quantidade de esfor�o f�sico, tal como levantar e carregar objetos pesados e/ou se engajam regularmente 4 ou mais dias por semana em atividades moderadas a alta, multiplique a TMR por 1,8.

Para o homem m�dio brasileiro, a quantidade de alimento deve ser capaz de fornecer 2.700 a 3.000 kcal/dia, enquanto que seu equivalente feminino � aproximadamente 2.000 a 2.100 kcal/dia, variando ligeiramente o valor cal�rico em face das regi�es mais ou menos quentes do pa�s. Os adolescentes suas atividades e o seu crescimento consomem 4.500 calorias (rapazes) ou 3.000 a 3.550 calorias (mo�as e meninas).

C�lculo do gasto energ�tico com atividade f�sica (GAT)

A demanda de energia para uma atividade � calculada com base no consumo de oxig�nio (VO2) no steady-state de um sujeito durante uma atividade. A demanda de energia gasta para realizar uma atividade f�sica pode ser expressa de varias formas: as tr�s principais formas s�o:
- O Volume de oxig�nio usado por minuto (VO2 em l/min): que � proveniente do metabolismo de uma mistura de 40% de carboidratos e 60% de gorduras e cujo equivalente cal�rico � de 4,825 Kcal por litro de oxig�nio.
- M�ltiplos da Taxa Metab�lica de Repouso (METs): � a rela豫o entre a energia gasta em uma atividade � o gasto do metabolismo de repouso. Considerando 1 MET como aproximadamente 3,5 ml/kg,min de O2.
- Consumo de Energia por Minuto (kcal/min): o disp�ndio de energia � calculado, multiplicando as quilocalorias gastas por minuto (kcal/min) pela dura豫o da atividade em minutos.

Demanda energ�tica de algumas atividades esportivas

A tabela abaixo representa o gasto energ�tico aproximado segundo a atividade em rela豫o ao GER de acordo com RDA, 1989, para ambos os sexos.
Fator atividade em rela豫o ao GER
Atividade Fator Atividade
Repouso, dormindo, reclinado GER x 1,0
Muito leve, atividades sentadas e em p�, pintor motorista, trabalho em laborat�rio, passadeira, digitador, cozinheiro, jogar cartas, tocar instrumento musical GER x 1,5
Leve, andar em superf�cie plana 2,5 a 3,0 km/h, manobrista, eletricista, carpinteiro, faxineira, bab�, golfista, navegador, tenista de mesa, trabalhar em restaurante. GER x 2,5
Moderada, andar 3,5 a 4 km/h, carregar peso, ciclista, esquiador, dan�arino, tenista de quadra, trabalhar com enxada GER x 5,0
Intensa, caminhar subir carregando peso, subir em arvores, lavrador, jogador de basquete, jogador de futebol, alpinista GER x 7,0


As f�rmulas para determinar o disp�ndio de energia da caminhada diferem dependendo da velocidade da caminhada e sobre o tipo de superf�cie. Na superf�cie plana, pode-se estimar a demanda energ�tica em kcal/min.kg, para uma caminhada com velocidade variando 50 e 100m/min ou 3 a 6 km/h, com as seguintes equa寤es:

GC = 0,005 (0,1.V + 3,5) para velocidade em m/min
ou
GC = 0,005 (0,006.V + 3,5) para velocidade em km/h
Onde:
V = velocidade


Rela豫o entre as velocidade em m/min e km/h com Kcal/min.kg
m/min km/h mi/h Kcal/min.kg
50 3 1,9 0,0425
100 6 3,7 0,0675
125 7,5 4,7 0,08

A edi豫o atual das orienta寤es do ACSM apud HOWLEY & FRANKS (2000,p.121) estabelece que a equa豫o pode ser utilizada para velocidades maiores que 6 km/h, contanto que a pessoa esteja realmente caminhado e n�o trotando ou correndo.
O disp�ndio liquido de oxig�nio do trote e da corrida sobre uma superf�cie horizontal, pode ser estimado pela equa豫o:

GC = 0,005 (0,2.V + 3,5) para velocidade em m/min


Valores m�dios do consumo energ�tico de algumas atividades esportivas:
Consumo energ�tico de algumas atividades esportivas
Atividade Kcal/min.kg Atividade Kcal/min.kg
Caminhada 0,080 Corrida 0,176
Basquete 0,138 Muscula豫o 0,071
Boxe 0,222 Nado de costas 0,169
Dan�a 0,168 Nado de peito 0,162
Gin�stica 0,066 Crawl r�pido 0,156
Jud� 0,195 Crawl lento 0,128
T�nis 0,109 Bra�ada 0,122
V�lei 0,050 Pernada r�pida 0,170
Squash 0,212 Pernada lenta 0,212

C�lculo do GET

O valor energ�tico di�rio total pode ser obtido por meio da seguinte equa豫o:
GET = (GER + GET + GAT) + 10%TEF
Onde:
GET = Gasto Energ�tico Total
GER = Gasto Energ�tico em Repouso
GET = Gasto Energ�tico de Trabalho
TEF = Efeito T�rmico do Alimento


MACRONUTRIENTES

S�o consumidos em grandes quantidades e por serem estruturas grandes, precisam ser divididos em partes menores para serem absorvidos pelo organismo.

S�o os carboidratos, prote�nas e lip�deos.

Os lip�deos fornecem mais energia que os carboidratos e as prote�nas: 1g de lip�deo corresponde a cerca de 9 kcal, enquanto que a mesma quantidade de carboidratos ou de prote�nas apresenta aproximadamente 4 kcal.

CARBOIDRATOS

Os carboidratos incluem os a旿cares, o amido e a fibra diet�tica. S�o classificados em: monossacar�deos: glicose, frutose e galactose; dissacar�deos: uni�o de dois monossacar�deos. sacarose, lactose e maltose; polissacar�deos ou complexos: amido e fibras.

A glicose � a forma de carboidrato utilizada pelos seres humanos e outros mam�feros para obter energia e � imprescind�vel para a fun豫o cerebral.

Ap�s serem digeridos, os dissacar�deos e os polissacar�deos se convertem em glicose e esta pode ser transformada em energia e/ou armazenada no m�sculo e no f�gado na forma de glicog�ncio. A necessidade de di�ria de carboidratos corresponde a 50 a 60% da necessidade energ�tica do indiv�duo.

Fun寤es: principal fonte de energia do organismo; participa豫o na oxida豫o das gorduras.

Fontes: Carboidrato simples: frutas (frutose), mel, leite (galactose), e a旿car.

Carboidrato complexo: tub�rculos (batata, mandioca, mandioquinha, inhame), cereais (arroz, trigo, milho, cevada, centeio, aveia), p�es e massas.

FIBRAS

S�o provenientes das paredes dos vegetais e n�o s�o digeridas pelos seres humanos, portanto n�o representa uma fonte de energia. � importante para o aparelho digestivo funcione normalmente. A recomenda豫o da ingest�o de fibras para o adulto � de 20 gramas. As frutas como laranja, p�ra e ma豫 fornecem aproximadamente 2 a 3g de fibras por unidade.

PROTE�NAS

As prote�nas se formam a partir de pequenos compostos denominados amino�cidos.

Ao ingerirmos as prote�nas, elas se degradam em amino�cidos, que ser�o absorvidas e posteriormente servir�o para formar novos tecidos.

Fun寤es: forma豫o e manuten豫o dos m�sculos, sangue, pele, ossos e outros �rg�os e tecidos do nosso organismo. Transporte de triglicer�deos, colesterol, fosfol�pedes e vitaminas liposol�veis. Forma豫o de enzimas e horm�nios. Participa豫o no sistema imunol�gico.

Fontes: Todos os tipos de carnes; Leguminosas (feij�es, gr�o-de-bico, lentilha, ervilha, soja), Leite e derivados, Ovos.

LIP�DEOS OU GORDURAS

As gorduras incluem a manteiga, as gorduras e os �leos vegetais, s�o tamb�m um componente natural da carne vermelha, leite, ovos e alguns alimentos vegetais.

Recomenda-se evitar o consumo excessivo de gordura saturada (menos de 7% da energia total) para reduzir os riscos de doen�as coron�rianas.

Fun寤es: Fonte de energia; Necess�rio para o transporte e absor豫o das vitaminas lipossol�veis (A, O, E e K). Produ豫o de horm�nios.

Fontes: Saturadas: carnes, leite e derivados e �leo de coco. Insaturadas: Monoinsaturadas: azeite de oliva, �leo de canola, abacate e amendoim. Poliinsaturadas: �leo de milho, de soja, de girassol, de peixes.

Colesterol

� um composto essencial em todas as c�lulas. Quase todo colesterol presente no organismo � produzido no organismo (70%) e o restante (30%) s�o fornecidos pelos alimentos.

Fun寤es: Faz parte de todas as membranas de todas as c�lulas; Precursor da vitamina O; Participa豫o na produ豫o de horm�nios sexuais. Participa na oxida豫o das gorduras.

Fontes: Alimentos de origem animal (carnes, ovos, f�gado, creme de leite, manteiga, queijos, embutidos).


A �LTIMA REFEI플O DO DIA...

Existe uma cren�a popular que comer no per�odo da noite engorda. Assim, algumas pessoas cortam o jantar, s� tomam l�quidos ap�s as 18 horas, ou evitam consumir carboidratos neste per�odo para emagrecer.

Neste per�odo deve-se evitar pratos gordurosos, pois a digest�o � mais lenta e esses alimentos s�o de dif�cil digest�o.

O jantar deve ser uma refei豫o completa, por�m moderada em rela豫o � quantidade. Isto �, deve ter alimentos de todos os grupos da Pir�mide de alimentos, mas sem excessos.

O ideal � n�o pular refei寤es, pois voc� pode comer demais na pr�xima, o que vai acarretar uma maior absor豫o de colesterol e uma maior sobrecarga para o cora豫o, que ter� de bombear mais sangue para o aparelho digestivo. Al�m disso, o metabolismo torna-se mais lento ao ficarmos muito tempo sem comer. E tamb�m estar com fome e acabar exagerando na pr�xima refei豫o.

A glicemia sang茴nea (a旿car no sangue) pode abaixar, e voc� sentir tontura, mal-estar pela manh�.